o estranho caso de alguém que amo. é vê-los a perder o folgo. é ver a juventude a desvanecer. as rugas cada vez mais fundas. e depois passa-se a andar de mão dada. e depois a não comer pela própria mão. a já não saber falar. e a ter quem os ame como são. a retribuir tudo o que deram. a ser condescendentes e a amar. e amar. e quando já nada parece resultar insistem e continuam a amar.
enfim, há-de passar.
os dias passam e parecem-me todos iguais ao litro. ninguém diria que 2011 já se foi. ninguém diria, ou pelos menos eu não o diria, que 2012 já veio bater à porta. Tive que o deixar entrar. as resoluções ficam para depois. um depois sem exigências ou remorsos.
não consigo parar de pensar em ti. não há maneira de me fazer esquecer o que não passámos juntos. o que nos foi roubado só porque sim. porque sou teimosa e o orgulho fala, sempre, mais alto. sinto que és a peça que me falta para puder avançar uma vez mais. por sinal, são estas coisas que me deixam estagnada num tempo que já não é o nosso. de uma vez. tenho que te tirar de cá de dentro de uma vez. começar a tapar os casos inacabados. calar de vez as palavras que não foram ditas. ou solta-las aos quatro ventos. alguma coisa que me tire deste sítio que não é a minha casa. que não me deixa dormir. calar-te de vez. matar-nos de vez.
Não percebo o porquê desta vida que não pára. É vê-los envelhecer. ver-me envelhecer. Saber que a vida um dia acaba. Aquilo que conhecemos não volta. As memórias vão-se e voltam em pedaços. despedaçados. Os amigos. Os abraços. Os voos. É tudo tão fugaz. Tudo uma ilusão que nos faz permanecer por aqui, mesmo não sabendo o vem de lá. Se a calmaria. Se a tempestade. Se o perpétuo silêncio.
se souberes o que eu quero. porque hoje não me sinto. não me sei. não me conheço. mas preciso urgentemente de algo que não tenho. que não sei. que não se vende.
Chegou o seu momento. ela soube-o. está só a inspirar e a ganhar balanço. coragem. É o memento dela. vai finalmente ter paz. Só o branco a invadir a tempestade. o mar a enrolar na areia. e o silêncio.
Está só a puxar de um último cigarro.
Quando o deixou bater a porta, não imaginava que seria a última vez que o via. Mesmo hoje, quando sai à sua procura, já não o encontra nos sítios que eram dos dois. No banco do jardim - a solidão. Na calçada junto à igreja - a mágoa. Na paragem do autocarro - a ausência. Ela não quer acreditar. Mas o pôr-do-sol alaranjado dos dias mornos do Outono sussurram-lhe ao ouvido: deixa-o ir.
São momentos preciosos. Ele estende-lhe a mão. Ela diz que não, mas sobe a escada para ficar ao nivel dele. São pérolas escondidas numa vida que já não recorda. Aquela vida que a fazia ficar acordada noite fora ao frio. Os homens a olharem e ela com medo. Medo do futuro, não deles. Aos homens- ela sabia-os de cor. As deixas. As manias. As fantasias. Mas ao futuro, temia-o. Como ainda hoje teme olhar por mais que um dia só. Porque só um dia pode levar-lhe a felicidade que alcançou. Um só dia pode desvia-la do objectivo que quis tomar para si. O de não voltar a passar pela rua dele. A rua onde ele lhe roubou o ar. As pedras da calçada manchada por gritos. As parades das casas de dois andares tingidas por maus tratos. Aquela rua onde um dia pensou ser feliz. Onde também deixou ficar os maços de tabaco. Os homens que a olhavam. O homem que lhe estendeu a mão.
Há dias em que me fazes tanta falta. E outros ainda em que não sei como posso viver sem te ter aqui do meu lado. Levanto-me, faço a cama sem reclamar e olho o teu quarto pela porta entreaberta. Não há verdade mais dura do que a nossa.
Sinceramente não sei o que fazer com ela. Esta agonia não passa. Este massacre nunca mais acaba. Onde estão os dias de paz, aqueles em que eu sabia ao certo o meu valor? Tenho dúvidas. Teremos todos? Há qualquer coisa de errado no que fiz. Uma trapalhada. Um fora de horas. Um fora de tudo. Uma dor cá dentro. Por não saber como remediar a situação. Por não saber dar a volta por cima. Podia ficar por aqui a lançar frases soltas ao ar...mas nem isso me parece justo para com os que me leem. Posto isto, tenham uma boa semana.
O titulo poderia falar por si. mas foi só porque não sei bem do que tratar e apetece-me aliviar a neura a escrever aqui umas paroladas quaisquer. Bem a vida nunca nos dá tréguas. Aquela trata-se de uma luta diária constante, de uma lufa lufa a ver se não nos arrancam os olhos só porque sim. Já não há maneiras por estes lados. Todos se atropelam. As ferroadas quanto mais fundas melhor. As palavras quanto mais duras mais aplaudidas. Começo a ficar farta do destino. A ficar farta dos obstáculos. E desta chuva que não me deixa secar a roupa ao sol também. E dos encontros inesperados?!? ui, uma saudade!! épa, deixem-me descansar. qual face qual quê!
Sinto que não sei o que estou para aqui a fazer. Continuo sem perceber qual o objectivo de tudo isto. Ser feliz não é bem aquilo que sempre sonhámos encontrar. Ser feliz é sê-lo hoje. Sem reticências, sem amarras, sem despedidas, sem remorsos. Há sempre uma esperança de que um dia vamos conseguir viver plenamente. Vamos olhar a rua e fazê-la o nossa reino. Pelo menos, é o que eu espero. Espero um dia poder ser rainha dos meus sonhos. Saber ao certo que posso ser feliz com o que tenho. Que a procura acabou. Que o caminho, nessa altura, é o desejado. Sem dinheiro à mistura, sem planos sociais pré-definidos,
Por estes dias sinto que as minhas últimas escolhas foram completamente contra ao plano que toda a gente tinha para mim. Que eu tinha para mim. Saí borda fora, o que não tem que ser linearmente mau, só diferente do que se esperava. Diferente de um modo que eu ainda não consigo assimilar. sempre quis ter em mim a rebeldia, e agora que o fui sinto-me insegura. Tenho os olhos postos em mim, ou assim o entendo. É o poder da sugestão...
Uma coisa é certa, nunca em todos estes anos, pensei ter a coragem de sair dos parametros que a familia e a sociedade tinham para mim. E agora que o fiz, bom ou mau, mais ninguém pode viver a minha vida. Não há mais planos pré-definidos e estou aterrorizada!
Ele deu-lhe com os pés. De tal forma que ela nem tenta levantar-se não vá dar-se o caso de já não estar inteira. Foi maltratada. Usada. Enxovalhada. Fez por isso. Mas não o pediu. Nem o sonhou. Foi acaso. Um acaso que lhe mudou o rumo. Já não sabe onde ficar. Da casa pouco resta. Do espaço que era deles nada. Zero. O tempo muda tudo. As palavras matam. Aniquilam a verdade. Uma verdade que é deles. Era deles. Depois de manchada pelas palavras foi o que se viu. Do que se construiu, só ódio. Só desamor. Só coisas que não vale a pena enumerar. Foi vã a tentativa de sentir o que não pode ser inventado. Foi tramado. Ele deu-lhe com os pés.
Que mês...
Já passou quase um mês. Cresci. Chorei. Sorri. Ri de mim. Ri comigo. E voltei a chorar.
Já passou quase um mês e eu continuo sem saber o que fazer. Decisões?!? Definitivamente não são comigo. Até agora, não sei se arrume o quarte se a sala. Não sei se agarre a vida ou o superfulo. É tudo tão importante. Tão dramático na minha vida. Sonho ser tudo, mas no fundo não quero ser nada.
Haverá alguém que me perceba por aí?
Um mês e eu girei girei e não saí do mesmo sítio.
Or maybe not.
A all new life for me.
Alguém que me leve a dançar. Uma daquelas danças de voar, onde ser guiada sabe tão bem. E a dança flui. E o resto vai. Alguém que me leve nos seus braços. E me prometa que enquanto a música durar vou ser feliz. Vou ter alguém para me acompanhar.
é tão estranho. uma montanha russa sei lá de quê. há dias em que nem Deus me deve conseguir compreender. um vazio. uma epifania. tudo. mas tudo ao mesmo tempo. credo, já perdi a conta às vezes em que pedi: -tirem-me deste filme!
Não sei o que me deu para pensar que conseguia ultrapassar tudo o que sou e ir ao encontro da minha felicidade. Sou mais de me ficar. Ficar por aqui a lamentar-me. A desiludir-me dia após dia. Noite após noite. Honestamente, pensei que podia deixar todos estes medos para trás. Não posso. Ainda fazem parte de mim. Daquilo que não sou. Nem hoje nem nunca. Porque, fundamentalmente, quero aquilo que todas as marias querem. Um rapaz giro. Um beijo de subir aos céus. Uma caneca de chocolate quente. Um domingo passado no sofá com alguém ao lado. Uma noite escaldante. Quero tudo. Ou, pelos menos, sonho poder ter tudo a que tenho direito. Um direito que não se ganha. Conquista-se.
E reparei agora, que faz hoje anos o João. Um João do qual já nada sei. Do qual gostaria de saber. Saber dos dias. Dos dilemas. Das penalidades de uma vida. Reparei agora, faz hoje anos o João.
Há um vazio por aqui. Não percebo se é da tua ausência se da minha solidão. Olho a noite do lado de lá do vidro gelado. A tua luz acesa nem por isso me aquece o coração. O teu silêncio incomoda-me porque não estava preparada para o teu regresso, e agora que voltaste, não estou preparada para a tua partida.
Presinto que já o fizeste -partir de novo. Nunca foste de ficar. De criar raízes. Laços ou o que quer que lhe queiras chamar. Mas de cada vez que vais, é um pouco de mim que vai também. Não posso dar-te mais. Dei-te o espaço. Dei-te a confiança. Dei-me a insensatez de sonhar. Dei-nos a possibilidade de ousar.
Que é feito de nós?
Quis deixar-te em stand by por tempo indeterminado, mas sinto-te a falta. As insónias não me largam. Passei a dormir no chão porque a cama, hoje grande demais, tem o teu cheiro. Podia jurar que os lençóis ainda têm a tua forma. Fui eu que quis assim. Hoje durmo no chão.
Ele tem dúvidas pelos olhares que ela lhe lança. Dúvidas abstractas pelos sorrisos que já não vê. Foi a distância -pensa ele. Pensa mal. Foi mais a mudança de atitude. Começou pelos saltos altos. Depois as calças justas. Agora com os cabelos esticados e o aparato na fala já nem a conhece. É outra. Outra mesmo na calada da noite quando chora baixinho. Quando decidiu deixá-lo para trás, abriu-lhe o apetite. Quando, agora, passa e pisca o olho como por maldade, o coração pede-lhe um suspiro e a cabeça fá-lo pensar que deixou escapar a sua oportunidade. É verdade, deixou-a passar pelos abraços apertados.
Faz hoje dez anos que te foste. Anos em que não te tivemos de corpo, a alma, essa, estará sempre por cá.
Com o tempo, não fica mais fácil. ou simples, fica diferente. Aprendemos a ver os dias com outros olhos. Os obstáculos, as ordens, os desamores... acabam sendo males menores. Fazes-nos falta.
Mudo-me. Mudava-me.
há realmente alturas em que chego a pensar conseguir ultrapassar tudo aquilo que sou. depois caio no real e os sonhos desvanecem. tenho olhado com olhos de pouco ver e pensei que seria possível esquecer o que fizeram de mim. os medos. as angustias. as desilusões. tudo porque me deram provações com as quais não sei viver. escondo-me quando se tornam demasiado grandes para suportar. fingo ser outro. e depois, quando já passou demasiado tempo, penso que elas já não existem. que por milagre elas se foram. que quando sair vou ser como qualquer outro. como nenhum outro. a cima de tudo, com uma vida mais fácil. com menos dramas. menos crises existenciais. mais sorrisos. mais a cem por cento.
Natália... Aqui vai um pouco mais do que o meu nome.
De presente: bocados de mim.
Responda rápido:
1. Perfeita (o)? não
2. Alta (o)? a meio termo
3. Está de pijama? sim
4. Canhota? não
O último:
1. Amigo que você viu: Alda
2. Pessoa com quem você falou ao telefone: Sara
3. Hoje foi melhor que ontem? por enquanto não
Favoritos:
1. Número? 2
2. Cor? Azul
3. Fruta? Abacaxi
4. Lugar: quarto
Perguntas e Respostas:
1. Qual foi a primeira coisa que você fez essa manhã quando acordou? pôr os óculos
2. Alguma coisa te aborrece? não
3. Qual foi o ultimo filme que você viu? The Lawn Boy (:$) O último que vi sem pestanejar: Black Sawn
4. Pra onde você foi da última vez que saiu de casa? De férias
5. Você sorri muito? há quem diga que sim. há quem diga que não.
6. Já fez um pedido a uma estrela? Sim.
7. É uma pessoa amigável? Sim.
8. Onde você dormiu noite passada? na minha cama
9. Quando foi a ultima vez que você chorou? ao que me parece já não lembro
10. Qual foi seu último pensamento antes de dormir noite passada? Semana Maravilhosa. Obrigada.
11. Numa escala de 1 a 10, que nota você dá a sua vida agora? 8
12. O que você está ouvindo agora? wait until tomorrow (versão trio set) - Jonh Mayer
13. Alguma coisa machuca você? sim
14. Qual o seu mês favorito? Outubro
15. O que você fez noite passada? Contei peripécias da minha semana de férias
Oito emoções:
1. Sente falta de alguém agora? Sim.
2. Está feliz? Sim
3. Está triste? Não
4. Está entediado? Não
5. Nervoso? Sim
6. Cansado? nem sei
Sobre você:
1. Qual é o seu nome verdadeiro? Ana Filomena
Ana para os de casa. Filomena para os da escola. Filó para os amigos. Fyló para os mais criativos. Cada um em tom diferente, de encanto diferente. Sei-os, os tons. Os olhos. Os sorrisos. As feições de quem, nem que por uma só vez, me chamou. Me olhou. Me cativou.
2. Qual a cor dos seus olhos? Depende do tempo e da hora do dia. Varia entre o verde, o castanho avelã.
3. Signo? Balança
4. Você é homem ou mulher? Mulher.
5. Momento favorito? Quando chego a casa e ponho o leitor de cd's no on
6. É esperto? Esperta em que sentido?!?
7. Qual a cor do seu cabelo? Castanho muito escuro
8. Telemóvel ou câmera? Telemóvel com câmera... mas muito baratinho para poder destruir sem peso na consciência.
9. Fuma ou bebe? De vez em quando.
10. Tem tatuagens? Não
Primeiros:
1. Primeiro melhor amigo: Sara Filipa
2. Primeira paixão: Diogo
3. Primeiro animal: Nunca tive
No momento:
1. Comendo: Nada
2. Bebendo: nada
3. Estou a ponto de: fazer a contabilidade das férias
4. Ouvindo: Jonh Mayer
5. Planos pra hoje: Arrumar o quarto
Você já:
1. Bebeu espumante? Sim.
2.Perdeu óculos/lente de contato? sim.. uns oculos no mar. lentes na piscina :P
3. Fugiu de alguém? Sim
4. Partiu o coração de alguém? Foi inevitável.
5. Foi preso? Só da minha própria liberdade.
6. Milagres? há coisas que não se explicam
7. Paraíso? com certeza.
8. Pai Natal? invenção dos tempos modernos
Responda as seguintes honestamente:
1. Você gosta de alguém? Sim
2. Respondeu todas as perguntas honestamente? Sim.
. assim, continuarei a amar...
. apesar de tudo, desejo-vo...
. depois da primeira frase,...
. "please let me get what i...